sexta-feira, 29 de maio de 2009

Nos caminhos do Yôga


O mundo está acostumado à lógica da substituição. Diariamente, o antigo dá lugar ao novo. Mas, em determinados momentos históricos, o homem resolve buscar no passado as soluções para problemas da atualidade. Prova disso é a expansão do Yôga, filosofia indiana que pretende levar o homem a um estado de hiperconsciência e autoconhecimento. Este objetivo pode ser alcançado por meio de práticas que trabalham do movimento das mãos à meditação.
Não é difícil entender porque a prática do Yôga se disseminou com tanta rapidez. Com a Revolução Industrial, as cidades cresceram, a poluição aumentou e a qualidade de vida da população diminuiu. As pessoas passaram a alimentar-se mal e a praticar menos exercícios físicos. Foi na década de 1960, graças ao movimento Hippie, que o Ocidente voltou o seu olhar para a cultura oriental.
De acordo com o instrutor de Yôga Jacques Felix Trindade, muitas pessoas têm procurado esta prática por orientação médica, em busca de cura para seus males, principalmente, ansiedade, dores na coluna, problemas respiratórios e psicológicos. Mas o instrutor alerta: “Controle emocional e boa saúde são conseqüências do Yôga, mas seu objetivo é outro”.
Jacques explica que o Yôga pretende despertar a kundaliní, uma energia especial que se encontra adormecida na base da coluna e é capaz de ativar os pólos energéticos do corpo, ou seja, os chakras. Com isso, a pessoa entra em um estado avançado de consciência, torna-se mais resistente às energias externas e passa a conhecer cada vez mais sobre si mesma. Para Jacques, estas características mostram que o Yôga é muito mais que uma terapia.
A estudante Laís Costa, 21, pratica Yôga há quatro anos. Ela diz que se identificou desde o começo, especialmente por causa de sua admiração pela cultura indiana. Além de melhorar a respiração e aliviar o estresse, o Yôga também mudou os hábitos alimentares da estudante. “Percebi que poderia substituir a proteína de origem animal por proteína de soja e passei a dar maior valor às verduras e legumes”, conta.
Entre as diferentes linhas do Yôga, a maioria não estabelece restrições alimentares aos praticantes. Eles são livres para decidir o que comer. Mas o instrutor Jacques explica que, com o tempo, o indivíduo torna-se mais sereno e diminui seu “apetite voraz e desenfreado”. A prática do Yôga também desperta a consciência do indivíduo para a importância de uma alimentação saudável.

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