terça-feira, 18 de agosto de 2009

Quando os zumbis invadirem a Terra...


Este não é o título de um conto de ficção científica. Aliás, foi-se o tempo em que os escritos de autores como Arthur C. Clarke ou Asimov pareciam coisa de outro mundo. Aquilo que só existia na ficção está cada vez mais presente em nosso cotidiano. A começar pelos zumbis. Comecei a pensar nisso depois que li, hoje, uma notícia no site BBC Brasil: Matemáticos calculam possibilidade de humanidade sobreviver a "ataque de zumbis". Um grupo de cientistas canadenses realizou um estudo para saber as chances de sairmos vitoriosos diante de um ataque que (até hoje) só existe nas telas do cinema e nas páginas dos livros. Ah! E nos vídeo clipes também.

'Cause this is thriller, thriller night...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A crise da água e a luta contra o desperdício - Segunda parte


A lição começa em casa

Larissa Cavalcante

As possíveis deficiências das redes de abastecimento não são as únicas responsáveis pelo desperdício de água. Os hábitos das famílias em suas residências desempenham papel fundamental nesta questão. Não faz muito tempo que as pessoas começaram a perceber que a água não é um recurso infinito. E mesmo com tantas campanhas de educação, há quem nunca tenha parado para pensar nisso.

De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2006 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a falta d’água é uma crise para os pobres. O documento afirma que as famílias ricas gastam muito mais água que as carentes e, no entanto, pagam menos por ela.

“Duas em cada três pessoas sem acesso a água potável sobrevivem com menos de 2 dólares por dia. (...) Em muitos países, a distribuição do acesso adequado à água e saneamento refletem a distribuição da riqueza. (...) As pessoas que vivem nos bairros pobres de Jacarta (Indonésia), Manila (Filipinas) e Nairóbi (Quênia) pagam 5 a 10 vezes mais por água do que as que vivem nas zonas ricas destas mesmas cidades e mais do que pagam os consumidores em Londres ou Nova York.” (Relatório de Desenvolvimento Humano, 2006)
Preocupadas em sensibilizar a população para a economia da água, algumas ONGs têm investido em campanhas e incentivado a adoção de novos hábitos. É o caso dos programas “Água para a vida”, desenvolvido desde 2001 pela ONG WWF Brasil, e “De olho nos mananciais”, do Instituto Socioambiental. Além de atuarem diretamente como colaboradoras do Plano Nacional de Recursos Hídricos, estas organizações também divulgam e incentivam atitudes sustentáveis e buscam conscientizar a população para o uso responsável da água.

A ONG WWF, por exemplo, divulga cartilhas com alternativas para reduzir o consumo da água, como consertar torneiras, substituir a mangueira pelo regador na hora de molhar as plantas, instalar calhas para armazenar a água da chuva, fechar o chuveiro enquanto se ensaboa. Estas ações podem contribuir para que cada pessoa consuma menos de 110 litros de água por dia, meta estabelecida pelas Nações Unidas.



Campanha Água para todos, água para a vida (WWF Brasil)