quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Lições do grande chefe.


Conheci o trabalho do escritor Daniel Munduruku em 2007, quando li a obra "Parece que foi ontem". No último dia 09, tive o prazer de vê-lo pessoalmente durante a Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (FLIMT). Daniel esteve em Cuiabá para lançar o livro "A palavra do grande chefe", uma adaptação do famoso depoimento histórico conhecido como "A carta do chefe Seattle".
"A palavra do grande chefe" é fruto da parceria entre Daniel e o ilustrador Maurício Negro. Juntos, eles têm encantado crianças e jovens com histórias e imagens inspiradas na cultura indígena. Durante o lançamento eles disseram que a parceria ainda promete outras surpresas. Daniel fez uma "leitura comentada" da obra e provocou importantes momentos de reflexão ao emprestar sua voz para dar vida à mensagem do chefe Seattle.

Maurício Negro e Daniel Munduruku na FLIMT.

A carta do Chefe Seattle

Era 1855 e o governo americano desejava comprar uma parte das terras que pertenciam à tribo Suquamish. Diante da proposta, o cacique Seattle escreveu uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce. Eis um trecho da carta:
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda essa terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados na tradição e na crença do meu povo.

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