quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Convite à solidariedade.


Somos egoístas. Esta é uma verdade. Gastamos boa parte do tempo preocupados apenas com nossas crises existenciais, com nossas vontades. E para vencer o egoísmo é preciso lutar diariamente. Eu sei que este “post” está com uma cara totalmente “auto-ajuda” mas isso não me incomoda.


Quando se trata de egoísmo, existe uma ótima receita para vencê-lo: solidariedade. A vida tem me ensinado que ser solidário é um santo remédio e que o primeiro lugar para praticarmos a solidariedade é a nossa própria casa. Diariamente, entramos e saímos de casa e, muitas vezes, ignoramos totalmente os problemas daqueles que vivem conosco.


A solidariedade começa dentro das nossas casas e, aos poucos, se espalha pela vizinhança, até atingir lugares mais distantes. Nos momentos mais difíceis da minha vida, a solidariedade me tranquilizou. Funciona mais ou menos assim: você pensa que a sua vida está péssima mas, de repente, se depara com alguém que está MUITO pior que você. Mais impressionante ainda é perceber que esta pessoa (que está muito pior que você) consegue manter o sorriso no rosto e a confiança. Esse tipo de situação já aconteceu algumas vezes comigo e proporcionou importantes aprendizados.


Mas o que me levou a escrever sobre isso foi um panfleto que um carteiro me entregou esta semana. O panfleto traz um convite à solidariedade. Os Correios montaram, por todo o Brasil, várias Salas do Papai Noel, onde é possível adotar a cartinha de Natal escrita por uma criança carente. Esta iniciativa pretende incentivar as pessoas a transformarem sonhos em realidade.


Em Cuiabá, a Sala do Papai Noel fica na Avenida Tenente Coronel Duarte (mais conhecida como Prainha), nº 897, esquina com a Rua Comendador Henrique, no Centro da cidade. Os telefones para contato são: (65) 3901 2808 ou 3901 2811.


Para que esta e outras iniciativas dêem certo, só depende de nós. Então, mãos à obra! Vou escolher uma cartinha e depois conto a vocês como foi a experiência. Até breve.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A fraudadora que virou jornalista.


Vou confessar: eu já fui acusada de cometer uma fraude. Foi em 1999, quando cursava a 5ª série em uma escola pública de Cuiabá. A prefeitura da cidade organizou um concurso de redação, do qual poderiam participar os alunos de 5ª à 8ª série das escolas municipais. O tema da redação era “Os 70 anos do Coxipó”, uma das regiões mais tradicionais da cidade.

Incentivada pela professora de Língua Portuguesa, resolvi dedicar uma semana às pesquisas sobre o Coxipó e depois, munida das devidas informações, produzi um texto com a mesma dedicação do artesão que molda sua escultura. Eu era uma criança e aquele concurso gerou uma expectativa nunca sentida antes.

Aproximadamente um mês após ter me inscrito no concurso, fui surpreendida ao chegar à escola e descobrir que a diretora queria conversar comigo. Assim que entrei em sua sala, ela foi logo dizendo que não queria me ver chateada. De cara, pensei: “O assunto deve ser sério”.

Só comecei a compreender a situação quando ela me olhou fixamente nos olhos e disparou: “Lembra daquele texto sobre o Coxipó? Alguém te ajudou a escrevê-lo?” Um pouco confusa, expliquei que havia dedicado alguns dias para pesquisar sobre o tema e que o texto havia sido escrito apenas por mim, sem nenhuma intervenção.

Depois de ouvir minhas explicações, a diretora contou que os organizadores do concurso ligaram para ela após descobrirem uma fraude no evento. Durante a análise dos textos, os professores da banca examinadora chegaram à conclusão que eu era uma fraude e que o texto que escrevi não era meu. Para eles, uma criança de 5ª série não poderia escrever daquela forma, com tamanha riqueza de detalhes e informações.

A diretora explicou o caso e, com o cuidado de quem limpa um cristal raro, disse que eu havia sido eliminada do concurso. Sem controlar a indignação, reafirmei que o texto era meu e que aquilo era um equívoco. No entanto, não havia mais nada a ser feito. Por algumas semanas, ainda sentia um nó na garganta ao lembrar o que ocorreu, depois passei a achar a situação MUITO engraçada.

Na época em que participei do concurso, eu pensava em seguir as mais variadas profissões. Cheguei a pensar em Medicina (logo eu, que fico com as pernas bambas ao ver uma gota de sangue). Mas hoje percebo que aquela experiência inusitada representou um primeiro encontro com o jornalismo e fez com que eu ficasse ainda mais apaixonada pelas palavras. Foi a primeira reportagem que escrevi e, desde então, não tive mais vontade de parar.

Eu podia ter escolhido uma foto melhor, mas esta faz tanto sentido...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Momentos de admiração com Cartier-Bresson.


Não sou nenhuma especialista em fotografia. Longe disso! O meu conhecimento sobre o assunto é bem básico. Mas sempre gostei de admirar fotos, imaginar as histórias que vão além da imagem. Volta e meia também me aventuro a tirar algumas fotos e o resultado geralmente é divertido (ou seja: não fiquem muito animados). Pretendo mostrar algumas das minhas “peripécias fotográficas” por aqui, mas não será hoje.

O que me motivou a escrever este post foi justamente a vontade de compartilhar com vocês esta minha mania de admirar as coisas, inclusive fotografias. E um dos fotógrafos que mais provoca a minha admiração é, sem dúvida, Cartier-Bresson. Gosto muito de “ler” suas fotos e aproveitar todos os sentimentos que elas provocam.

E por falar em sentimento, essa era uma palavra de ordem nos trabalhos de Cartier-Bresson. Perguntado sobre o que a fotografia significava para ele, Bresson respondeu: “Fotografar é colocar, na mesma linha de mira, a cabeça, o olho e o coração”. Para traduzir o sentimento de admiração que as fotos de Cartier-Bresson provocam em mim, selecionei três fotografias. Foi complicadíssimo escolher apenas três, mas espero que gostem!







Você pode conferir mais fotos de Henri Cartier-Bresson no site Magnum Photos.

sábado, 16 de outubro de 2010

Descobrindo a simplicidade de Tchekhov.

Leitura é uma coisa que faz parte do meu cotidiano. E quando se trata de livros, não sou preconceituosa. Leio de tudo: dos clássicos aos contemporâneos. Gosto de experimentar escritores que ainda não conheço e descobrir os diversos mundos que cada um deles é capaz de criar. No momento, estou descobrindo Tchekhov, um dos grandes nomes da literatura russa.


Já tive a oportunidade de ler outros russos, como é o caso de Gogol (ucraniano de nascimento). Com um jeito irônico inconfundível, ele retratou os altos e baixos da sociedade russa e fez do funcionalismo público o principal alvo do seu sarcasmo. Para quem deseja se aventurar nas histórias de Gogol, indico “O nariz” e “O capote”. Ambas possuem uma leveza encantadora: quando você começa a ler, não quer mais parar.


Mas voltemos a Tchekhov. Estou lendo a coletânea de contos “A dama do cachorrinho e outras histórias”. Os contos de Tchekhov possuem uma característica muito peculiar: a ausência de grandes desfechos. Ao ler sua obra, percebemos o quanto o autor se esforçava para retratar seus personagens, especialmente do ponto de vista psicológico. Por isso, os contos não são repletos de idas e vindas e não têm finais mirabolantes.


A simplicidade chega a causar admiração. É como se Tchekhov fosse um apaixonado por aquelas histórias que, de tão comuns, chegam a ser ignoradas. Mas a maneira como ele conta os fatos, preocupado em desenhar a essência dos personagens, tornou-se sua principal marca literária e fez dele um dos mais importantes escritores e dramaturgos russos.


Tchekhov!

Dos contos que li até agora, Vanka merece destaque. É uma história de esperança, sobre Vanka, um menino de 9 anos que foi entregue como aprendiz a um sapateiro e se vê obrigado a realizar trabalhos forçados. Na véspera de Natal, o garoto se esconde para escrever uma carta ao avô, contando o quanto deseja voltar para casa. Ele deposita todas as suas esperanças naquele pedaço de papel, que pode nem chegar às mãos do avô.


Ainda não cheguei ao conto A dama do cachorrinho, um dos mais famosos de Tchekhov. Em 2009, a Revista Bravo! publicou uma edição especial com os “100 contos essenciais da literatura mundial”, que traz A dama do cachorrinho como o 1º conto da lista. De acordo com a revista, “a simplicidade narrativa do autor serve à complexidade psicológica da trama”.

Um dos maiores desafios do artista é transmitir ideias ou emoções complexas com o emprego de meios simples. A dama do cachorrinho alcança tal objetivo ao tratar, com uma linguagem direta e clara, de um assunto comum aos percalços das relações humanas. Depois da primeira publicação do conto, em 1899, na revista Russkaya Mysl (Pensamento russo), o conterrâneo Máximo Gorki enviou uma carta a Tchekhov com sua opinião: “Ninguém pode escrever com tamanha simplicidade, sobre coisas tão simples, como você. Depois do mais insignificante de seus contos, tudo o mais parece grosseiro e escrito não com a pena, mas com um pedaço de pau”. O raro talento de Tchekhov para a clareza e a elegância literária é um dos fatores que colaboraram para a profundidade do retrato psicológico de seus personagens. (Revista Bravo!, Edição Especial, 100 contos essenciais da literatura mundial).

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Banda do dia: Jamiroquai.

Vamos colocar um pouco de música neste blog? É o seguinte: nos dias 16 e 17 de outubro acontece em São Paulo o Festival Natura Nós, com a presença de grandes nomes da música nacional e internacional. Entre as atrações estão duas bandas que gosto muito: Jamiroquai e Snow Patrol.

Mas quero falar especialmente sobre o Jamiroquai, porque é uma banda que conheço há bastante tempo e tenho acompanhado mais de perto. Pra começar, acho que eles foram uma das boas novidades musicais da década de 1990 e conseguiram manter o estilo que tornou o grupo conhecido.

Agora a banda se prepara para lançar seu oitavo álbum, Rock Dust Light Star, que chega às lojas no dia 1º de novembro deste ano. Acredito que vem coisa boa por aí! Enquanto isso, vamos curtir uma das minhas músicas preferidas:


 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Em busca de uma nova tattoo.

Estou com aquela vontade de fazer uma nova tatuagem. Já tenho uma, mas confesso que ainda quero mais. A minha paixão por tattoos começou na adolescência. Me lembro que com uns 15 anos eu já pensava no assunto mas deixava de lado para não contrariar meus pais. Depois que fiz 18 anos (pra variar) comecei a pensar seriamente na minha primeira tatuagem e passei a selecionar alguns desenhos que considerava interessantes. Na época eu cheguei a visitar estúdios em Cuiabá, mas permaneci indecisa.

Em maio de 2008 fui passar uns dias em São Paulo e conheci o Polaco Tattoo Shop, um dos estúdios mais antigos de Sampa, criado em 1986 (nessa época eu ainda nem havia nascido). Como estava decidida a tatuar um tema oriental, conversei diretamente com Maurício Gelfuso, que fazia parte do time de tatuadores da casa. Eu havia levado o desenho de uma flor-de-lótus, mas ele nem quis olhar. Sentou em frente à prancheta e, com a maior facilidade do mundo, fez três desenhos diferentes. Escolhi a arte e fomos para a parte mais dolorida da história.

 Se alguém te disser que não dói... não acredite!

Mas o resultado foi compensaDOR (literalmente).

Além da qualidade dos tatuadores, o estúdio do Polaco é referência em higiene, um fator BEM importante para quem deseja fazer uma tatuagem. O estúdio ainda possui o Museu Tattoo Brasil, um dos mais ricos acervos do gênero. E para quem curte o gênero oriental, o Maurício Gelfuso é uma ótima opção. Ele mora no Japão mas sempre vem ao Brasil para tatuar. Os interessados podem entrar em contato com ele pelo e-mail mauricio_tattoo@hotmail.com.

Fazem dois anos e cinco meses que a primeira tattoo se concretizou, agora quero outra. Já comecei a fazer algumas pesquisas, separar uns desenhos. New school? Old school? Oriental? Em breve terei novas notícias para vocês.

Flor-de-lótus

Alguns fatores me levaram a escolher uma flor-de-lótus para ser minha primeira tatuagem. Para começar, ela é adorada pelos orientais, especialmente pelos japoneses e indianos, porque simboliza a espiritualidade. Além disso, existe entre o povo indiano uma lenda sobre a criação dessa flor.

De acordo com a história, os quatro elementos da natureza (fogo, terra, ar e água) encontraram-se e decidiram criar algo que os simbolizasse. Criaram a flor-de-lótus, que também faz parte da história do Budismo. Conta-se que quando Sidarta (que mais tarde se tornaria o Buda) deu seus primeiros passos, nasceram sete flores-de-lótus, que representam os degraus da evolução espiritual.

domingo, 10 de outubro de 2010

Reflexões sobre o SWU e a sustentabilidade

Infelizmente não irei ao SWU. Vontade não me faltou, mas alguns compromissos me impediram de cogitar qualquer possibilidade de marcar presença em Itu. Apesar disso, tenho acompanhado o evento pela televisão e por meio da cobertura realizada pela imprensa. Como não poderia ser diferente, as reportagens têm destacado a ligação do festival com as questões ambientais e a preocupação em levantar a bandeira da sustentabilidade.

Acho super válida a realização de um festival como esse que, além de trazer ao Brasil ótimas atrações musicais, também coloca à disposição dos participantes um Fórum, onde o público pode interagir com especialistas em sustentabilidade e debater as principais questões sobre o tema.

Nos dias de hoje todos querem ser sustentáveis. Além de politicamente correto, é uma boa forma de atrair seguidores (não apenas no Twitter) e compradores. Isso mesmo! Faça a experiência de entrar em dois ou três sites de empresas e certamente você encontrará neles algum tópico sobre sustentabilidade. Enfim, esta é a moda do século XXI, como nos mostra o SWU.

O próprio nome do festival é um convite para que os temas relacionados ao meio ambiente não se transformem apenas em modismo ou recursos de marketing. "Starts with you" ou simplesmente "Começa com você" é uma maneira de lembrar a sociedade que as grandes mudanças começam com os pequenos gestos e simples atitudes do cotidiano.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Trânsito: as cidades e o caos.

Era 18 horas de uma sexta-feira de muito calor em Cuiabá. Eu estava na avenida  Getúlio Vargas, bem no centro da cidade, e precisava seguir para a região do CPA. Antes de entrar no carro, tentei mentalizar qual seria o melhor caminho a escolher para chegar o quanto antes ao local desejado. Na verdade, o que eu mais queria era fugir dos congestionamentos mas, devido ao horário de pico, sabia que seria difícil. Optei por pegar a avenida  Marechal Deodoro, com a intenção de passar pela Rodoviária, entrar no bairro Alvorada e sair na avenida do CPA. Mas assim que entrei na Marechal Deodoro, percebi que havia escolhido o caminho errado: mais um congestionamento pela frente!

Como todos sabemos, este problema não é uma exclusividade dos cuiabanos e, em alguns lugares, a situação é bem mais grave. Acabo de ler no Estadão que uma pesquisa do Ibope, feita a pedido do Movimento Nossa São Paulo, mostrou que os paulistanos perdem, em média, 27 dias por ano no trânsito da cidade. Segundo o levantamento, o tempo médio gasto pelos cidadãos para realizar os deslocamentos diários é de 2 horas e 42 minutos, tanto para os que usam carro próprio quanto para quem utiliza o transporte público.

O engenheiro e consultor de trânsito Horário Figueira, entrevistado pelo Estadão, afirmou que a criação de faixas exclusivas para ônibus é uma alternativa barata para diminuir os congestionamentos e tornar o transporte coletivo mais eficaz. Outro fator citado são as ciclovias. Apenas 3% dos entrevistados disseram utilizar as bicicletas diariamente, mas 68% mostraram disposição para utilizá-las caso existissem ciclovias seguras.

Comprar um carro não é tão difícil nos dias de hoje. Há muitas facilidades, inclusive os financiamentos tão divulgados pelos bancos. Diante disso, adquirir um veículo é um dos sonhos de muitos brasileiros que, sem perceber, contribuem para entopir as cidades e deixá-las cada vez mais caóticas. Enquanto isso, faixas exclusivas para ônibus, ciclovias e os próprios metrôs, alternativas para amenizar o caos, mal são discutidas e não saem do papel.

Mas há uma esperança. Cuiabá e outras 11 cidades brasileiras foram escolhidas para sediar a Copa do Mundo de 2014 e, por isso, deverão passar por obras de mobilidade urbana. Estas obras serão pagas pelos governos estaduais, por meio de um financiamento da Caixa Econômica Federal. Procuro não ser pessimista e confesso que estou curiosa para ver como estará Cuiabá em 2014.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Bem-vindo à realidade 2.0!


Quando criança eu já pensava na possibilidade de andar pelas ruas com um óculos especial, que colocasse diante dos meus olhos balões com informações sobre os mais variados lugares, um GPS para chegar a qualquer local, além de dados sobre o clima e notícias em tempo real. Esta experiência, denominada augmented reality (AR), ou realidade aumentada, já não existe apenas nos filmes de ficção científica ou nas mentes das crianças. Trata-se de uma tecnologia que sobrepõe imagens digitalizadas ao mundo real.

A edição de setembro da revista National Geographic Brasil traz uma matéria chamada "Um novo mundo", que apresenta novas perspectivas sobre augmented reality. Escrito por Tim Folger, o texto contrapõe a realidade 1.0, a que temos acesso por meio dos cinco sentidos, à realidade 2.0, marcada pela influência cada vez maior da tecnologia.

Para se ter uma ideia, uma empresa americana chamada Vuzix produz óculos de AR com câmeras minúsculas instaladas no centro da superfície externa das lentes, que transmitem imagens por intermédio de um computador portátil (como um iPhone). Cada óculos custa em torno de 600 dólares, mas é preciso tomar cuidado com eles porque não possuem campo de visão panorâmico, o que aumenta o risco de quedas durante o trajeto.

E não para por aí. O professor de bionanotecnologia Babak Parviz, da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), criou uma lente de contato formada por um circuito eletrônico que receberá uma centena de LEDs e, assim, poderá exibir imagens e textos. Neste caso, a lente será alimentada por ondas de rádio transmitidas por um celular no bolso da pessoa.

Tento imaginar como será a sensação de colocar uma lente de contato e ter, diante dos olhos, uma infinidade de informações. A "realidade 2.0" bate a nossa porta e nos faz pensar nas consequências que a tecnologia trará para a humanidade.

Simulação de augmented reality

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Persépolis: o mundo de Marjane Satrapi.


Não faz muito tempo que terminei de ler Persépolis, da iraniana Marjane Satrapi. A história, contada em quadrinhos, é a biografia da própria autora, que mostra a realidade daqueles que vivem em uma sociedade na qual o fundamentalismo impera. Neste caso, o fundamentalismo islâmico.

Persépolis mostra como é crescer e se tornar jovem em um país onde a liberdade é muito restrita. No caso de Marjane, a situação era ainda pior, pois boa parte da sua família não concordava com o sistema estabelecido e protestava contra ele. É o caso do tio da escritora, Anuch, morto pelo regime dos aiatolás.


Marjane e o tio Anuch


Para garantir uma vida mais livre para a filha, os pais de Marjane pedem para que ela vá morar na Europa. Aos 14 anos, ela muda-se para a Áustria, onde precisou aprender a conviver com pessoas muito diferentes dela e a superar dificuldades como o próprio idioma. Apesar de todas as experiências vividas em terras européias, a jovem não conseguiu se sentir satisfeita. Aos poucos, ela percebe que cometeu exatamente o erro que sua avó pediu para que não cometesse: esquecer sua essência.

De volta ao Irã, Marjane estudou Comunicação Visual e dedicou-se a retratar as histórias de crianças e jovens que enfrentam as adversidades impostas pelo governo iraniano, da mesma forma como ela também enfrentou.

Persépolis foi adaptado para o cinema e estreiou em 2007. O filme francês concorreu ao Oscar de Melhor Animação, mas perdeu para Ratatouille. Além de ler a obra, vale muito a pena assistir a versão cinematográfica.


domingo, 4 de julho de 2010

Noturno.

Há noites em que o sono demora a chegar e o passar das horas insiste em lembrar que amanhã é um novo dia, que os compromissos e responsabilidades logo estarão de volta. Sabe quando a madrugada desperta ainda mais os sentidos e a vontade de fazer mil e uma coisas? Há noites em que temos vontade de ler um livro inteiro ou quem sabe escrever um livro do começo ao fim. O corpo quer descansar, mas a cabeça não para. Henriqueta Lisboa soube descrever muito bem essa sensação:

Noturno*

Meu pensamento em febre
é uma lâmpada acesa
a incendiar a noite.

Meus desejos irrequietos,
à hora em que não há socorro,

dançam livres como libélulas
em redor do fogo.

*Publicado em 1941.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Jornalismo ambiental e agronegócio


Esta postagem já devia ter saído do forno na semana passada, quando aconteceu o 3º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, mas outros compromissos me impediram de escrever antes. O evento começou no dia 18 de março e foi nesse mesmo dia que participei de uma oficina com Wilson da Costa Bueno. Professor aposentado pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Metodista da São Paulo (UMESP), ele é um dos grandes nomes do jornalismo científico no Brasil.

O tema da oficina realizada pelo professor Wilson foi "Jornalismo e Agronegócio". Ele fez questão de começar a atividade com algumas explicações sobre as atuais consequências do agronegócio no Brasil. Controle e monopólio dos recursos para a produção, degradação ambiental, uso intensivo de agrotóxicos, apropriação da água doce e destruição da biodiversidade são algumas dessas consequências.

Professor Wilson da Costa Bueno


Diante de práticas tão prejudiciais à sociedade, o Brasil só tem modificado suas ações a partir de restrições e embargos impostos por outros países. Neste aspecto, Wilson acredita que o jornalismo ambiental precisa ser estimulado a mostrar a realidade e conscientizar a população. Pessoas mais conscientes tornam-se também mais exigentes, especialmente com aquilo que consomem. E esta exigência pode forçar as empresas a buscar ações que tenham menos impacto negativo para a sociedade.

Wilson também lembrou que as fontes do jornalismo ambiental têm sido, geralmente, pesquisadores e empresários. "É preciso ouvir as pessoas comuns e valorizar o conhecimento tradicional", disse o professor. Para ele, essa é uma maneira de recuperar o papel social da mídia.

Durante a oficina, Wilson da Costa Bueno indicou um documentário, "O mundo segundo a Monsanto", que denuncia uma das maiores produtoras de transgênicos do mundo. O documentário foi produzido pela jornalista francesa Marie-Monique Robin.

domingo, 21 de março de 2010

Tesouros tradicionais*


Antonio Carlos da Fonseca Barbosa

O som metálico dos sinos que flui pelas ruas de certas cidades históricas de Minas Gerais é, na verdade, uma linguagem, com função religiosa e social. E os toques variados são agora patrimônio cultural imaterial brasileiro, aprovado, no fim de 2009, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural (Iphan). "O toque dos sinos é o regsitro de uma cultura, e mostra que práticas do cotidiano - valores, tradições, costumes - podem ser vistas como bens do país", diz Márcia Santana, diretora do Iphan. Uma pesquisa constatou que os sinos estão sendo substituídos por instrumentos eletrônicos, por causa do custo de manutenção e da necessidade de pessoal para tocá-los em diferentes momentos da liturgia. Também preocupa a quantidade de sinos rachados, sem badalo ou sem local apropriado para ser instalados, o que serviu de justificativa para a proteção.

Os patrimônios imateriais do Brasil

1 - Paneleiras de goiabeiras (ES)
2 - Grafismo dos índios wajãpis (AP)
3 - Círio de Nazaré (PA)
4 - Samba de roda do Recôncavo (BA)
5 - Viola de cocho (MT/ MS)
6 - Baianas de acarajé (BA)
7 - Jongo do Sudeste
8 - Cachoeira de Iauaretê, sagrada para os índios do alto rio Negro (AM)
9 - Feira de Caruaru (PE)
10 - Frevo (PE)
11 - Tambor de crioula (MA)
12 - Samba no Rio de Janeiro
13 - Manufatura dos queijos das serras da Canastra e do Salitre (MG)
14 - Roda de capoeira (BA)
15 - Renda irlandesa de Divina Pastora (SE)
16 - Toque dos sinos (MG)


*Texto publicado na edição de março de 2010 da revista National Geographic Brasil.


A nossa viola de cocho também está entre os patrimônios imateriais do Brasil.

domingo, 14 de março de 2010

3º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental


Começa na próxima quinta-feira, dia 18 de março, o 3º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, em Cuiabá/ MT. Para conferir a programação do evento, basta acessar www.cbja2010.org.br. Um dos palestrantes será Wilson da Costa Bueno, professor de jornalismo da UMESP. A senadora Marina Silva também confirmou presença no Congresso.

Sobre sentimentos.


Sim, hoje vou escrever sobre sentimentos, e a razão para isso é muito simples: os bons sentimentos andam meio esquecidos. Diante de tantos compromissos, costumamos deixar pra depois as oportunidades de ter uma conversa agradável, dar um abraço ou, simplesmente, dizer um "oi". Temos deixado pra depois a chance de cultivar boas amizades e ser feliz.
Livrarias são ótimos lugares para se esperar por alguém. Entre um livro e outro, o tempo parece correr e a espera torna-se menos angustiante. E foi num desses momentos de espera que descobri um livro diferente dos que costumo ler. Olhei para a capa onde estava escrito "O amor companheiro - A amizade dentro e fora do casamento" e fiquei curiosa. À princípio, pensei: "Todo amor é companheiro, né?!". Bastou ler algumas páginas do livro para perceber que não é bem assim. Decidi comprar o livro.
Em outros tempos, acho que jamais o compraria, mas deixar os preconceitos de lado é uma prática bastante útil. Quantas coisas deixamos de conhecer por puro preconceito? E acreditem: "O amor companheiro"  tem me surpreeendido. Escrito pelo médico e psicanalista Francisco Daudt da Veiga, o livro mostra como a amizade verdadeira é fundamental para uma vida feliz. Daudt também aborda as práticas que atrapalham o fortalecimento dos laços de amizade, inclusive nos relacionamentos amorosos.


Francisco Daudt conheceu a expressão "amor companheiro" no livro "Como a mente funciona", do psicólogo e linguista Steve Pinker. A explicação de Pinker é tão interessante que acho melhor citá-la:

"O amor companheiro, a emoção por trás de uma sólida amizade e do duradouro vínculo afetivo do casamento (o amor que não é romântico nem sexual), tem uma psicologia própria. Amigos ou cônjuges sentem-se como se estivessem em dívida um para com o outro, mas essas dívidas não são contabilizadas, e saldá-las não é um peso e sim profundamente gratificante. Obviamente os favores podem ser catalogados em alguma parte da mente, e se o livro-caixa se mostra muito desequilibrado a pessoa pode terminar a amizade. Mas a linha de crédito é longa, e os termos de quitação, complacentes."

Para Daudt, quando Pinker fala em livro-caixa e contabilidade dentro do amor companheiro, ele se refere a uma grande realidade sobre a natureza humana: estamos sempre avaliando o que damos e o que recebemos. "É o que Pinker chama de altruísmo recíproco", segundo o psicanalista. "Altruísmo" porque muitas vezes nos deixamos de lado para agradar o outro e "recíproco" porque necessitamos de agrado também. Parece óbvio, né?! Mas por que temos tanta dificuldade de colocar isso em prática? Perguntas, perguntas e mais perguntas...
Entre as dicas de Francisco Daudt para construir um amor companheiro (seja em um relacionamento amoroso, familiar ou com os amigos) está a capacidade de voltar a um ponto de partida para descobrir "onde foi que algo enguiçou". Também é importante respeitar as mutações a que todos estão sujeitos e cultivar a "casca fina", ou seja, ser como as crianças, que "se encantam e se deslumbram, se emocionam e amam com facilidade".

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Escrever para transcender.


"Escrever é uma pedra lançada no poço fundo". Essa é uma daquelas frases que dificilmente esquecerei. Ninguém melhor para escrevê-la do que Clarice Lispector, no livro Um sopro de vida. Um dos fatos que me fazem admirar Clarice é a elegância com que ela desabafava nos textos, a coragem com que se mostrava para quem quisesse ler. A escrita era seu grande divã e ela não tinha medo de, às vezes, parecer insana. E quem de nós não parece insano às vezes?
Ler Um sopro de vida é fundamental para compreender mais a fundo a alma de Clarice Lispector e o que ela queria transmitir com suas obras. Esse livro, que começou a ser escrito em 1974 e foi publicado em 1978, quase um ano após a morte da escritora, contém fragmentos organizados por Olga Borelli, sua grande amiga. Segundo Olga, Um sopro de vida "nasceu de um impulso doloroso que Clarice não podia conter". A verdade é que o livro transpira sentimento, é um "grito de ave de rapina".
Um sopro de vida é um intenso diálogo entre um autor e seu personagem, Ângela Pralini. Nessa longa conversa, o autor experimenta a  dádiva de ser dois e, assim, dialoga com seus próprios medos e com as verdades que deseja conhecer. Complexo? Talvez sim, talvez não. Mas foi a maneira que Clarice encontrou para desabafar.

Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto — e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever te­nho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio terrivelmente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras: as palavras que digo escondem outras — quais? talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no poço fundo. (Clarice Lispector em Um sopro de vida)

Acredito que escrever cura. Colocar as inquietudes no papel é uma maneira de ficar cara-a-cara com elas. Esse momento de encontro provoca alívio, é uma possibilidade de resolver o que é preciso.  Livro de auto-ajuda? Pra quê? Prefiro papel e caneta.

 
Clarice: Escrever para entender a falta de definição da vida.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Você conhece Marcos Suzano?


Marcos Suzano é um dos mais conhecidos percussionistas brasileiros e um dos meus músicos preferidos. Minha admiração por ele começou em 2003, quando uma amiga me convidou para participar de um workshop ministrado por ele. O evento era uma das atividades do Circuito Cultural Banco do Brasil, que passou por Cuiabá em março daquele ano. 
Naquela época, confesso, eu não tinha a menor ideia de quem era Marcos Suzano. Já no começo do workshop ele falou um pouco de sua vida e dos artistas com os quais havia trabalhado: Marisa Monte, Lenine, Paulinho Moska, Gilberto Gil, Zizi Possi, entre outros. Na verdade, a minha estante estava repleta de cds produzidos com a participação do Suzano e eu nem sabia disso.
Saí do workshop impressionada. "Como alguém pode tocar com tanta desenvoltura?", pensava. Naquele dia, Marcos Suzano usou vários instrumentos de percussão, especialmente o pandeiro e o cajón. E para entender melhor o que quero dizer, confira um pouco do trabalho do Marcos:


O disco "Verde, anil, amarelo, cor-de-rosa e carvão", lançado pela Marisa Monte em 1994, é um prazer para os que gostam de percussão. Aliás, o Marcos Suzano toca na maioria das músicas desse cd, que também teve a participação de outro grande percussionista: Naná Vasconcelos. Uma das mais belas colaborações do Marcos para o cd "cor-de-rosa e carvão" foi em Segue o seco, em que ele toca berimbau.
Por essas e outras, viva a música brasileira!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mistérios de Sherlock Holmes.


Não é de hoje que as histórias de detetive frequentam a minha cabeceira, especialmente se este detetive for Sherlock Holmes. Acompanhar a trajetória do personagem em busca de solução para tantos mistérios é, no mínimo, muito estimulante. Por isso, fiz questão de conferir o filme Sherlock Holmes, a mais recente adaptação cinematográfica da obra do escritor Arthur Conan Doyle. O filme, dirigido por Guy Ritchie (ele mesmo, o ex-marido da Madonna), chegou recentemente aos cinemas brasileiros.
Holmes e seu fiel parceiro, o Dr. Watson, esbanjam valentia desde o começo do filme, quando prendem o Lord Blackwood (Mark Strong), acusado de praticar magia negra. Blackwood é condenado à forca e, ao que tudo indica, este seria mais um caso solucionado na carreira do detetive. Alguns dias após a morte do Lord, seu túmulo é encontrado aberto. Para surpresa de todos, um outro corpo está em seu lugar. Começa, então, uma nova aventura para Holmes e Watson, interpretados, respectivamente, por Robert Downey Jr. e Jude Law.
Para caracterizar a dupla, Ritchie optou por mostrar um Sherlock Holmes sarcástico, esquizofrênico e impulsivo. Em determinados momentos, a atuação de Downey Jr. torna-se tão caricata que incomoda. No fim das contas, quem ganha é Watson, que passa a ser visto como o lado "racional" da parceria e salva Holmes de algumas enrascadas.


 Law e Downey Jr. em cena de Sherlock Holmes


Este lado desordenado de Sherlock é bem retratado em "O ritual Musgrave", uma das mais conhecidas histórias do detetive. Nela, Watson diz o seguinte:

"Uma anomalia que sempre me espantou no caráter de meu amigo Sherlock Holmes era que, embora em seus métodos fosse dos homens mais ordenados e metódicos, e embora também mostrasse um certo esmero discreto no vestir, ainda assim, em seus hábitos pessoais, ele era um dos homens mais desordenados, capaz de levar ao desespero seu colega de quarto".

Ainda em "O ritual Musgrave", Watson fala de algumas esquisitices de Holmes:

"Sempre achei também que a prática com armas deveria ser um passatempo ao ar livre e, quando Holmes, em uma de suas esquisitices, sentava em uma poltrona com sua pistola e uns cem cartuchos e punha-se a adornar a parede oposta com um patriótico V. R. (em homenagem à Rainha Victoria Regina) feito a buracos de bala, eu tinha certeza de que nem a atmosfera nem a aparência de nosso quarto ganhavam com isso".
O diretor Guy Ritchie utilizou alguns recursos para deixar o filme mais dinâmico, como as cenas de luta em câmera lenta, em que Sherlock planeja cada movimento para neutralizar o adversário. É claro que o detetive do filme é bem mais valente do que o detetive dos livros. Este trocaria uma luta por alguns momentos de reflexão.
E para dar um ar mais "humano" a Sherlock, Ritchie apelou para uma mulher: Irene Adler. Apesar da atração de Sherlock por ela, a relação entre os dois passa longe de um romance de cinema: é um aperitivo, um pretexto que garante mais algumas doses de aventura ao detetive. Mesmo com a boa atuação de Rachel McAdams, Irene não consegue (e nem deveria) transcender a principal relação da história: a parceria entre Holmes e Watson.



domingo, 10 de janeiro de 2010

Bons livros, grandes aquisições.


Para mim, livros são sempre boas aquisições. Mas existem aqueles que, de tão desejados, tornam-se grandes sonhos de consumo. É o caso da Coleção Obras Completas, publicada pela editora Nova Aguilar. São edições de luxo, que reúnem as produções de grandes nomes da literatura mundial. Embora o preço seja um pouco salgado, vale a pena juntar um dinheiro e adquirir uma obra dessas.
Ainda me lembro da satisfação que senti quando comprei o volume "Edgar Allan Poe: ficção completa, poesia e ensaios", da Nova Aguilar. A edição é um prato cheio para quem gosta das aventuras escritas por um dos maiores gênios da literatura de suspense. Além de Allan Poe, a editora também publicou a Coleção Obras Completas de autores como Guimarães Rosa, Augusto dos Anjos, Dostoiévski, Manuel Bandeira, Oscar Wilde, Ferreira Gullar, Baudelaire, Lima Barreto, Machado de Assis e Shakespeare.


 Um dos meus xodós.


O site da editora Nova Aguilar está passando por algumas modificações, mas as obras podem ser adquiridas em várias livrarias pelo Brasil, como na Livraria Saraiva. Depois de Edgar Allan Poe, quero Machado de Assis (portanto, é bom começar a juntar dinheiro). Consumismo? Os mais radicais que me perdoem, mas ele faz parte da vida de todos nós.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Reta final.


Comecei a faculdade de Jornalismo na UFMT em 2006. Em meio a tantas expectativas, os quatro anos de curso pareciam uma longa estrada a percorrer. Mas o tempo voou. Estamos em 2010 e, dentro de alguns meses, serei uma jornalista formada. Tenho aprendido muitas coisas com a faculdade, mas minhas experiências profissionais como jornalista também me ensinaram muito, especialmente o que quero desta profissão.
O 8º (e último semestre do curso) vai trazer um importante desafio: a monografia. Muita gente que já passou por essa fase garante que ela é bem mais tranquila do que se imagina. E acredito que seja. O problema é que geralmente complicamos as coisas (adoramos complicar).
Por falar em monografia, eu decidi utilizar a minha para estudar sites informativos para jovens. Foi uma maneira que encontrei de relacionar dois assuntos que me atraem bastante: juventude e internet. O interesse pelo mundo dos jovens se intensificou durante o período em que trabalhei no Zine, o suplemento para jovens publicado pelo Jornal A Gazeta. A experiência no Zine foi muito bacana, porque permitiu um contato bastante direto com os jovens.
Esta e outras experiências me ajudaram muito durante a fase de criação do projeto de pesquisa. Agora é só colocá-lo em prática.


Quase lá!

Em breve, mais notícias sobre a monografia. =D