quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Persépolis: o mundo de Marjane Satrapi.


Não faz muito tempo que terminei de ler Persépolis, da iraniana Marjane Satrapi. A história, contada em quadrinhos, é a biografia da própria autora, que mostra a realidade daqueles que vivem em uma sociedade na qual o fundamentalismo impera. Neste caso, o fundamentalismo islâmico.

Persépolis mostra como é crescer e se tornar jovem em um país onde a liberdade é muito restrita. No caso de Marjane, a situação era ainda pior, pois boa parte da sua família não concordava com o sistema estabelecido e protestava contra ele. É o caso do tio da escritora, Anuch, morto pelo regime dos aiatolás.


Marjane e o tio Anuch


Para garantir uma vida mais livre para a filha, os pais de Marjane pedem para que ela vá morar na Europa. Aos 14 anos, ela muda-se para a Áustria, onde precisou aprender a conviver com pessoas muito diferentes dela e a superar dificuldades como o próprio idioma. Apesar de todas as experiências vividas em terras européias, a jovem não conseguiu se sentir satisfeita. Aos poucos, ela percebe que cometeu exatamente o erro que sua avó pediu para que não cometesse: esquecer sua essência.

De volta ao Irã, Marjane estudou Comunicação Visual e dedicou-se a retratar as histórias de crianças e jovens que enfrentam as adversidades impostas pelo governo iraniano, da mesma forma como ela também enfrentou.

Persépolis foi adaptado para o cinema e estreiou em 2007. O filme francês concorreu ao Oscar de Melhor Animação, mas perdeu para Ratatouille. Além de ler a obra, vale muito a pena assistir a versão cinematográfica.


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