domingo, 27 de fevereiro de 2011

E se a sorte não existir?

Encontrei meu vizinho na padaria e ele me disse, um pouco assustado, que precisará se submeter a uma cirurgia. Depois de alguns minutos de conversa, me despedi com uma frase previsível: Boa sorte! No mesmo dia, uma prima me ligou para contar que está às vésperas do vestibular e com expectativa de alcançar a tão esperada aprovação. Ao fim da conversa, não pensei duas vezes e disse: Boa sorte!

Penso que os votos de "boa sorte" são, na verdade, uma maneira de dizer à pessoa que torcemos por ela, que acreditamos no seu potencial e esperamos que ela consiga cruzar a linha de chegada e tornar-se um ser humano vitorioso. Quando dizemos "boa sorte" reafirmamos o otimismo e permitimos que uma energia do bem circule entre nós.

Mas palavras não bastam. Posso pichar os muros, distribuir panfletos e ligar milhões de vezes para expressar meus votos de "boa sorte" à minha prima vestibulanda. De que valerão todas essas demonstrações se o estudo não fizer parte da sua rotina, se seus livros estiverem fechados e empoeirados, se ela estiver apenas contando com a sorte?

Sabe aquela história de 1% inspiração e 99% transpiração? Esse cálculo é bem simples, mas explica muita coisa. Enfim, estou cada vez mais convencida de que a sorte é um vento fresco, que traz consigo momentos felizes e nos dá disposição para continuar a luta. Mas para ter sorte é preciso perseverar, sempre, sempre.

Um comentário:

  1. Tô aqui pra puxar sua orelha: MAIS POSTS, POR FAVOR! Sei que a vida tá corrida, mas não abandone o Caderno de Prosas, flor! :D
    Beijo!

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