domingo, 11 de janeiro de 2015

Concursos públicos: O caminho que escolhi


Hoje vou compartilhar um pouco da minha trajetória como "concurseira" com vocês. Quem decide buscar a aprovação em um concurso sabe perfeitamente que não é um caminho fácil. Muitas vezes nos sentimos inseguros e nos questionamos se realmente fizemos a escolha certa.

Estudei Jornalismo na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e me formei em 2010. Nessa época, já enxergava nos concursos públicos uma ótima alternativa para quem não deseja se sujeitar à dura realidade da profissão, marcada pela desvalorização e pelos baixos salários. Eu sempre achei o jornalismo incrível, mas, quando se trata do trabalho nas redações, algumas experiências que tive me desanimaram.

Foi então que, timidamente, comecei a estudar para concursos. Digo “timidamente” porque você leva um tempo até encontrar o seu próprio ritmo de estudos e isso é muito normal. Para tentar acelerar esse processo de adaptação, assisti muitos vídeos, conversei com pessoas que já estavam nesse caminho a alguns anos, li várias obras de autores como William Douglas e de outros “gurus” dos concursos.

Ainda sem me sentir muito preparada, cheguei a fazer algumas provas de nível médio e até fui aprovada em um concurso do Banco do Brasil, mas não me apresentei para ocupar a vaga porque precisaria me mudar para uma cidade do interior de Mato Grosso, o que não estava nos meus planos naquela época.

Ainda em 2010, me inscrevi no Enem, com o objetivo de conseguir uma vaga no curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso. E consegui! O Direito foi uma das paixões que o estudo para concursos me rendeu. Nessa época, eu trabalhava no departamento de Comunicação da concessionária de energia elétrica de Mato Grosso e gostava muito do ambiente de trabalho e das atividades que desenvolvia por lá. Quando se trata da área de Comunicação, me encontrei profissionalmente ao trabalhar em assessoria, desenvolvendo um trabalho mais institucional.

No ano seguinte, me vi na árdua rotina de quem precisava trabalhar em período integral e estudar à noite. Nesse momento, o estudo para concursos foi interrompido e parecia algo distante da minha realidade. Em 2012, cheguei a começar o segundo ano da faculdade de Direito, mas, após muita reflexão, optei por trancar o curso para usar o período noturno em nome de um objetivo: estudar para concursos.

Apesar de gostar muito da faculdade, cheguei à conclusão de que poderia criar melhores condições para fazê-la. Logo que tranquei a faculdade fiz minha matrícula em um cursinho para concursos públicos. Ou seja, passava o dia inteiro no trabalho e depois seguia para algumas horas de aula. Quando o cursinho acabou, continuei com a rotina de estudos em casa ou nas bibliotecas da UFMT.

Em 2013, estava decidida a retomar a faculdade e, além disso, também sentia que, para alcançar o que eu queria, era necessário ter mais dedicação e tempo. Tempo era o que eu mais precisava naquele momento, tanto para estudar para concursos como para melhorar meu rendimento na faculdade.

Voltei a me animar com concursos quando fiz a prova da Universidade Federal de Mato Grosso, no início de 2013, e fiquei em 8º lugar. Embora o concurso só oferecesse uma vaga para contratação, o resultado me deixou animada. Depois disso, procurei continuar os estudos e também aperfeiçoá-los por meio de técnicas de estudo, uso de programas para resolução de questões (como o Super Provas), assim como a utilização de áudios e vídeos.

Costumo dizer que 2013 foi um ano de muitas mudanças na minha vida. Retomei a faculdade de Direito e voltei à rotina de trabalhar em período integral e estudar à noite. Além dessa mudança, outras aconteceram. Me casei em outubro e tomei uma das decisões mais difíceis que precisei encarar até hoje: trocar um emprego muito bacana, com salário legal e vários benefícios, por outro no qual eu ganharia menos da metade do que estava acostumada a receber.

Imagine o impacto dessa decisão para quem havia acabado de se casar e estava cheia de contas para pagar. No entanto, o novo emprego tinha algumas características que me agradavam muito, especialmente a possibilidade de trabalhar apenas no período da manhã. Com o apoio do meu marido, encarei o desafio e, com isso, pude ampliar meu tempo de estudos.

Nessa época, eu já estava de olho nos concursos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT) e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/MT). As minhas tardes eram dedicadas aos estudos. Montei um cronograma interessante, que me permitia estudar novos conteúdos, revisar os que já havia estudado e resolver exercícios, algo que me auxiliou muito. Para esses dois concursos dediquei, aproximadamente, quatro meses de intensos estudos.

Uma dica importante que gostaria de dar é quanto à resolução de questões das bancas organizadoras dos concursos. Vou citar como exemplo o concurso da AL/MT. Como a organizadora era a FGV, o meu foco era a resolução de questões dessa banca, o que foi muito produtivo.

As provas desses concursos aconteceram no final de 2013 e os resultados me deixaram muito satisfeita: 1º lugar no concurso do CAU e 10º lugar no concurso da AL/MT. Em março de 2014 fui convocada para trabalhar no Conselho, o que me proporcionou uma experiência muito enriquecedora. Em outubro de 2014 veio a convocação para o cargo de Jornalista da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, onde trabalho atualmente. Estou gostando muito da minha nova realidade profissional e posso garantir que o aprendizado tem sido intenso.

A minha experiência com concursos públicos tem me mostrado como é importante ser mais confiante e acreditar na nossa capacidade de conseguir o que desejamos. Isso pode mudar nosso futuro! Para se ter uma ideia, quase desisti de fazer o concurso do CAU/MT porque várias vezes me senti insegura diante do fato de que apenas um candidato seria aprovado. Mas fui lá, fiz a prova e consegui a primeira colocação. O mesmo aconteceu com minha irmã, Layara, primeira colocada para o cargo de analista técnica. Tive a felicidade de trabalhar com minha irmã durante os oito meses em que estive no Conselho.


 Primeira turma de funcionárias concursadas do CAU/MT.



Quando olho para o caminho que cruzei até aqui, vejo quantas dificuldades foram superadas e sinto que, muitas vezes, precisamos abrir mão daquilo que temos em nome de um objetivo maior. Não foi fácil deixar um trabalho no qual as condições eram tão favoráveis e me arriscar. Aliás, muitos me disseram que aquilo era arriscado demais. Mas não me arrependo. Cada minuto de estudo valeu a pena. Que venham novos desafios e novos concursos, porque não pretendo parar por aqui.

E se você também deseja se aventurar pelo caminho dos concursos públicos, veja algumas das oportunidades que estão por vir:






*Esse post é dedicado ao meu marido, Járede Oliver, que muito incentivou a minha decisão de estudar para concursos e não mede esforços para que eu possa aprimorar minhas técnicas de estudo.

3 comentários:

  1. Parabéns amiga, por seu empenho e dedicação! Que 2015 seja repleto de prosperidade e novas realizações em sua vida. Bjs

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  2. Olá Larissa
    Vi seu relato no site Jornalistas Concurseiros e sua história me motivou muito a continuar. Como você, me formei em jornalismo em junho do ano passado e desde então estou em busca de motivação para estudar para concurso. Coloquei que 2015 será o ano de passar em um. Comecei a estudar no final do ano e sempre aparecem coisas para desanimar, falta de tempo, pessoas próximas desanimando, cansaço. É realmente complicado, tem que querer muito. Mas sigo estudando, meu objetivo esse ano é esse. Também gosto demais da área de jornalismo, trabalho na assessoria de uma autarquia estadual e estou em busca de algo melhor e mais estável. Espero conseguir esse ano que será de grandes mudanças na minha vida já que me caso em junho. Desejo muita sorte na sua vida e obrigado por compartilhar sua história com a gente. Grande abraço.
    Fernando dos Santos
    Blog: www.fernufala.com

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  3. Larissa, li seu relato também no Jornalistas Concurseiros e foi muito motivador! Parabéns!

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