segunda-feira, 20 de junho de 2016

O que faz você se sentir vivo?


Olho o relógio. São 13 horas e 30 minutos. O coração bate acelerado, as gotas de suor escorrem pelo corpo, enquanto me esforço para concluir mais uma série de exercícios na academia. As pernas reclamam, mandam sinais de que vão parar, de que não aguentam mais, mas, em pensamento, repito: falta pouco, não pode parar agora! Falta pouco, não pode parar agora! E assim sigo, tentando não pensar nas razões para desistir.

Série concluída, deito no colchonete para encarar mais alguns abdominais. São os últimos do dia. Após vencê-los, restará a esteira e depois o caminho de casa. Finalizo os abdominais e deixo o corpo relaxar, tomado pela exaustão. Olhos fechados, busco me concentrar na respiração. Ali, deitada sobre o colchonete, percebo o coração batendo forte, acelerado, mostrando que a vida está em mim.

No caminho de casa, enquanto dirijo, aproveito para fazer reflexões. Às vezes prefiro ouvir música ao volante, outras vezes prefiro usar esses momentos para pensar na vida, nas experiências, nas decisões que preciso tomar, em coisas que posso melhorar. No caminho, lembro dos momentos na academia, do coração querendo saltar do peito e do sentimento de alegria por estar viva.

Então começo a pensar em outras situações que trazem esse sentimento, essa potência de vida. Uma viagem, um livro, aquela música, o passeio de bicicleta com o vento no rosto, um bolo para receber os amigos, a busca pelo conhecimento, as mãos entrelaçadas, o trabalho finalizado, poemas, telefonemas, olhares, abraços.

Os motivos podem ser diversos, para todos os gostos e bolsos, afinal, dinheiro não é garantia de realização. O que importa, de verdade, é sentir esse pulsar que nasce no peito e nos leva a seguir em busca do novo, do que realmente vai valer a pena. Mas a vida anda tão corrida, são tantos compromissos, como priorizar esses momentos motivadores?

Chego em casa e procuro minha agenda para confirmar o horário de uma consulta médica. Ela está repleta de compromissos firmados no automático, alguns deles por obrigação, por não saber dizer não. Isso é um reflexo. Simbolicamente, decido deixar essa agenda de lado e comprar uma nova. Nas páginas em branco, a oportunidade de recomeçar, de transformar e priorizar os momentos em que me sinto viva e não apenas levando a vida.







Nenhum comentário:

Postar um comentário